Em 1838, um grupo de escravizados lidera uma revolta histórica, incendiando fazendas e fugindo pela Mata Atlântica enquanto são perseguidos pela Guarda Nacional. Entre o sonho da liberdade e o peso da repressão, sua luta ecoará para sempre.
Chamas da Liberdade é um épico histórico que revisita a Revolta de Manuel Congo, levante de pessoas escravizadas, ocorrido em 1838, no Vale do Paraíba, articulando passado e presente por meio da memória oral de um ancião, que narra a história a um menino ao redor de uma fogueira.
No coração do sistema escravocrata, Manuel Congo, um ferreiro de inteligência estratégica, alia-se a Mariana Crioula e Epifânio Moçambique para organizar uma insurreição que se constrói na clandestinidade, entre códigos transmitidos pelos tambores de jongo, alianças silenciosas e o desejo coletivo de liberdade.
Sem romantizar a tragédia, o filme evidencia a dimensão humana, política e simbólica da resistência negra, afirmando que, apesar da tentativa de apagamento, o legado da luta permanece vivo e ecoa nas gerações futuras como memória, denúncia e permanência.